Você já deve ter percebido por aí como algumas empresas fazem muita questão de deixar claro para os clientes como estão engajadas com a sustentabilidade, e como seus produtos são “verdes”, eco-friendly, 100% naturais, dentre tantas outras expressões “da moda”.

É um infindável discurso de “produtos amigos do meio ambiente”, “nossa produção não agride a natureza”, “usamos apenas materiais recicláveis” e podemos ver até propagandas pagas destinadas apenas à transmissão dessas informações.

Mas por que elas fazem isso?

Estamos falando do marketing verde, e vamos explicar nesse artigo não só por que elas fazem, mas por que você também deveria começar a investir nessa estratégia de marketing para a sua empresa.

Afinal, o que é marketing verde?

Marketing verde, também conhecido como marketing ambiental e ecomarketing, nada mais é do que uma estratégia de marketing que foca nos benefícios (ou na ausência de malefícios) dos produtos, do modo de produção, ou da postura em geral da empresa em relação ao meio ambiente.

Resumidamente, estamos falando de um marketing com apelo ambiental. Ou seja, o ecomarketing consiste em vender a imagem de que sua empresa tem consciência ecológica. E ter consciência ecológica é um imperativo dos últimos tempos.

Por conta disso, certamente não basta que a empresa comece a transmitir apenas uma imagem de consciência, mas sim que passe a ter uma atitude real de transformação e responsabilidade ambiental, social, cultural e econômica.

Um pouco sobre a história do marketing verde

O marketing ambiental surge na Europa e Estados Unidos a partir de um despertar geral de consciência ecológica da população.

Esse despertar de consciência se deu pela década de 60, mas seus impactos (bem como seu poder de transformação e influência) no mercado são percebidos mais fortemente no começo da década de 90.

A crescente preocupação com a escassez de recursos naturais faz com que muitos consumidores passem a pressionar empresas para que sejam responsáveis ambiental, social, econômica e culturalmente.

Ou seja, a exigência de conscientização nesse aspecto passa a se estender não só às pessoas físicas, mas principalmente às pessoas jurídicas.

Aqui no Brasil, o marketing ambiental veio junto com multinacionais europeias e norte-americanas que se instalaram no país, e a estratégia também começou a ganhar muita força a partir da década de 90.

Campanhas de entidades do terceiro setor, em especial, colaboraram de forma decisiva para que empresas percebessem a importância de seguirem os princípios do marketing verde.

E quais são esses princípios?

Para estar de acordo com o marketing ambiental, o empreendimento deve ser:

  • ecologicamente correto;
  • economicamente viável;
  • socialmente justo e,
  • culturalmente aceito.

Ou seja, como falamos antes, percebe-se a necessidade de responsabilidade não somente ambiental, mas econômica, social e cultural.

Além disso, a empresa deve dar total atenção a algumas letrinhas.

  • Os 3 Rs: Reduzir, reutilizar e reciclar.
  • E os 4 Ss: Segurança, Sustentabilidade, Satisfação do Consumidor e Aceitação Social (Social acceptance).

Investindo nesses aspectos, a empresa irá não somente economizar energia e dinheiro nos processos produtivos e colaborar para um meio ambiente saudável, como também lucrar – e aqui estamos falando de lucro de qualidade, e não somente de quantidade.

Por isso é fundamental que o marketing verde seja pautado em reais atitudes, e não somente um “discurso verde”.

Empresas que investem nesse tipo de marketing devem incorporar práticas de responsabilidade ambiental, que levem o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável em consideração. Do contrário, estaríamos de frente para um caso de Greenwashing. Mas isto falaremos em outro post.

Quer saber como incorporar o marketing verde à sua empresa e utilizá-lo como estratégia para alavancar o seu negócio? A eContent Comunicação pode ajudar você a trilhar este caminho. Fale conosco e saiba como!