Quando tratamos de comunicação e sustentabilidade, geralmente, restringimos os seus conceitos e vemos as suas definições de maneiras separadas e simplistas demais. No entanto, a comunicação, vista sob uma perspectiva ampla, tem um papel importante no processo de conscientização e de mobilização para a sustentabilidade.

Assim, pode-se perceber que a comunicação pode cumprir três funções básicas, articuladas e complementares.

Em primeiro lugar, a comunicação feita de maneira assertiva e responsável contribui para a consolidação do conceito de sustentabilidade, buscando eliminar os equívocos associados às ações pontuais ou que se reduzem à apenas dimensão ambiental.

Ou seja, a sustentabilidade deve ser percebida de maneira abrangente e incorporar aspectos ambientais, socioculturais e econômicos. Ela deve permear todas as ações humanas! Isto é, a sustentabilidade é a teia que tece a relação das pessoas entre si e com o planeta em que vivemos.

Em segundo lugar, a comunicação para a sustentabilidade comprometida com os valores da igualdade, da justiça social e da liberdade costuma conscientizar a sociedade para os riscos inerentes ao consumo não consciente dos recursos naturais e à desigualdade social.

Como dito anteriormente, é necessário pensar a sustentabilidade como eixo norteador das condutas individuais e organizacionais. Além disso, precisa ser respaldada em ações contínuas que privilegiem o interesse coletivo.

E por fim, a comunicação sustentável deve ser praticada pelos gestores da comunicação, estejam eles em empresas privadas de pequeno, médio ou grande porte, nas redações ou na administração pública, para resgatar os princípios da transparência, da convivência harmônica e da solidariedade humana.

Ou seja, a comunicação se baseia numa perspectiva que contempla a sustentabilidade em sua integridade, não fragmentada pela busca de resultados imediatos, com o objetivo único de reduzir custos ou de plasmar uma imagem positiva.

A comunicação para a sustentabilidade implica em compromisso dos diversos protagonistas (jornalistas, educadores, comunicadores empresariais, organizações do Terceiro Setor, etc.) com um mundo ambiental, econômica e socialmente mais justo.